Madrid e seus prédios brancos

Madrid é a cidade que, se eu tivesse dinheiro, voltaria sem pensar duas vezes. Há uma magia em passear pela Gran Vía, com todas aquelas lojas modernas dentro de prédios antigos, brancos, lindos, enormes! É como passear por um filme antigo.

 

As praças eram repletas de pessoas fantasiadas (pedindo dinheiro depois das fotos, é claro), o que acabava com a minha ilusão de 1800. Porém, a cada esquina havia um músico tocando algo diferente, como se as ruas tivessem sua própria trilha sonora. O Parque de El Retiro era tão grande que cansei só de andar por ele (sem contar a pernada para chegar até lá), e estava repleto de crianças, famílias, turistas remando em barquinhos, rindo e sorrindo em um dia perfeitamente ensolarado (mas ainda assim, friozinho). 

 

Madrid ganhou meu coração no primeiro momento em que pisei fora da estação de metrô Callao, e apreciei a vista tomando um café no Starbucks. No dia seguinte, voltei lá para ver o sol se pôr entre os edifícios. Que cidade. 

Passei apenas pelo Museu Naval, onde havia uma exposição sobre a conexão entre a Espanha e alguns países asiáticos, com fotos, modelos de navios e pequenos tesouros (ou seriam roubos? Who knows?) daquela região. Mas essa viagem não era para conhecer museus. Era para conhecer a cidade, aproveitar a energia acumulada, caminhar por todos os cantos, comer em restaurantes típicos, (o que só aconteceu uma vez, pois não dá pra pagar 15 euros em todas as refeições) e ver também as ruas que não faziam parte do roteiro turístico. 

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A cidade me pegou de surpresa. Depois de tanto ouvir que gostaria mais de Barcelona, pois “é mais a minha cara”, acabei pesquisando menos sobre esse destino, planejando menos e acredito que justamente por isso gostei tanto. Voltei para Porto sonhando com Madrid e seus lindos prédios, palácios, praças e jardins.

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Filme: Moana – Um Mar de Aventuras

Moana é a futura chefe de uma tribo em uma ilha onde ninguém tem o costume de entrar no mar. Porém, ele a escolheu para realizar uma missão muito maior: salvar a natureza da destruição total. Sua vó, a “maluca da tribo”, acaba revelando que, na verdade, seus antepassados eram navegadores, mas após o semideus Maui roubar o coração de Te Fiti (deusa que criou a vida) o mar se tornou um lugar perigoso e repleto de monstros e tudo que era vivo passou a virar cinzas. Essa destruição lentamente chegava a ilha que Moana teria de liderar. Com a pedra que representa o coração em suas mãos, ela embarca, mesmo sem saber navegar, em busca do semideus, acreditando que ele deve devolve-la à deusa.

Maui é extremamente narcisista e tem um visão bem diferente do que fez. Ele adora ser venerado como um herói pelos humanos, por isso topa entrar na viagem, com a condição de recuperar o seu anzol, um presente que recebeu dos deuses e lhe dava o poder de se transformar em outros animais. Sua real função no filme é ensinar a garota a navegar. Por ter muito medo de fracassar, diversas vezes ele acaba desistindo e tentando fugir, mas “o mar” simplesmente não o deixa. A incrível determinação da garota a todo momento tem de relembrá-lo: a missão deve ser concluída.

E como na maioria dos filmes, temos aquele personagem que só existe para fazer todo mundo rir. Em Moana, esse é o frango Heihei, meio cabeça oca e maluco, que sem querer entrou no veleiro e foi junto. Ele não come, não se comunica, nada. Só anda de um lado pro outro, sem rumo, e engole pedras quase do seu próprio tamanho. Mas é o suficiente, você vai rir.

Juntos, Maui e Moana passam por diversas situações engraçadas e perigosas, além de terem sérios problemas para confiarem um no outro.Ele subestima a capacidade da menina de enfrentar seus medos, de ser persistente e corajosa. Como é pequena, aos olhos do semideus ela não seria capaz de enfrentar alguns inimigos, como um exército de piratas, um caranguejo gigantesco e o monstro de lava Te Ka. E ela o surpreende em todos os pontos por ser capaz de obter sucesso superando todos os obstáculos. No fim, eles se tornam amigos.

Adorei o astral do filme e saí dele querendo mais do que tudo ir à praia, pena que o cinema fica tão longe do mar… Ah, as músicas também são muito legais, já estou baixando algumas aqui. Beijos!