She never saw herself as a west coaster

As fotos de hoje tem um clima de outono que eu adoro, apesar de estarmos no inverno já. O frio por aqui não durou muito mais que umas poucas semanas.
As modelos da vez são:Amanda Vieira e Yris Padilla, que já apareceram por aqui,  com seus namorados, Daniel e Raul.
Adorei fotografar casais, o resultado fica tão adorável.
Espero que vocês gostem!

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6 on 6: Maio

6 on 6 já vem atrasado de novo… Mas pelo menos, dessa vez, eu não esqueci! Apresento a vocês o Leo, irmão mais novo do meu namorado e também o neném mais fofo e sorridente que eu já vi!

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Tem como não amar esse sorriso?

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Uma fotinho do por do sol só pra finalizar o post, como sempre.

Livro: À Procura de Audrey

Audrey é uma menina que sofreu bullying na escola, o que resultou em uma depressão e ataques de pânico. E isso é tudo que sabemos. Ela em momento algum conta exatamente o que aconteceu naqueles dias em que desenvolveu seus problemas de ansiedade. Ela não consegue revisitar aqueles pensamentos para contar a nós, leitores. O livro é sobre como ela conseguiu melhorar.

 Sempre com óculos escuros, só sai de casa para ir ao psicólogo. Adora ver programas de vendas na televisão (tipo aqueles canais da Polishop, sabe?), porque diz que eles não têm fortes emoções. Sua mãe passa por uma fase de problemas com o filho mais velho, que, de acordo com ela, está viciado em video games. Dessa forma, Audrey saiu dos holofotes da família, e consegue começar a sentir falta de conversar e ter contato com outras pessoas. Ela está de saco cheio da própria doença. Quer se livrar dela o mais rápido possível, mas sabe que não é fácil assim. 

 Nesse momento surge Linus, um amigo de seu irmão, também amante de video games. Ele aparece um dia na casa da família e esbarra com Audrey pelo corredor. Ela entra em pânico, não esperava encontrar um estranho. O menino nem sabia da situação dela e da dificuldade que tinha em fazer contato. Apenas achava engraçado que ela usava óculos escuros dentro de casa. Dias depois, quando voltou para jogar com Frank, ele manda um recadinho para Audrey via Felix, o irmão de 4 anos dela. E assim ela começa a se comunicar com ele, lentamente aprendendo a controlar (ou não descontrolar) sua ansiedade, até que os dois se apaixonam.

   O amor por si só ja é um sentimento conflituoso. Na cabeça de uma menina de 14 anos que sofre com depressão, imagina a confusão que nao deve ser! Linus e Audrey viveram um amor lento, por etapas. Começaram com bilhetes, depois conversas, pequenas, no escuro da sala de TV onde passava as vendas da polishop, até o engraçado, e necessário, “toque de pé” e, enfim, um namoro. Linus foi crucial no progresso de Audrey. Ele a desafiava a melhorar, mas sem pressioná-la. Sem pressa. Ele foi lentamente aprendendo a agir perto dela, enquanto ela aprendia a agir perto de qualquer pessoa que não fosse do seu círculo familiar. É um amor lindo de ver, sincero. 

 Para quem nunca sofreu com ansiedade parece até tosco dar tamanha importância para pequenos atos, como ser capaz de olhar nos olhos dos outros, fazer um pedido à garçonete ou apenas ir até o Starbucks. Mas para Audrey é um progresso enorme, que exige muito esforço. Ela se descreve como fisicamente cansada. Eu sou totalmente leiga nesse assunto, nunca passei por nada parecido, e enquanto lia, ficava muito feliz com cada vez que ela conseguia fazer algo diferente. Cada vez que ela dava um passo a frente para sair daquela prisão que era a sua própria mente.  

 Diversos dramas acontecem durante as 334 páginas. Parte delas é narrada por Audrey e  outra parte é escrita como um roteiro de documentário, que é a “tarefa de casa” dela: gravar um pouco dos seus dias e depois mostrar à Dra. Sarah. Nem tudo gira em torno da menina, muita coisa acontece com seus irmãos mais novos (na verdade, essas são as partes mais engraçadas). É uma leitura leve, mas que abre os olhos para a dimensão de uma depressão e uma síndrome do pânico. Não é uma gripezinha que passa em uma semana. 

 Como o bullying, e tudo que se relaciona a ele, está em alta nos últimos dias, principalmente com a série 13 Reasons Why, eu super recomendo esse livro a todos. Comparando com a série, ele vai para um lado totalmente contrário, sem se aprofundar no que acontecia com ela enquanto sofria na escola, focando totalmente na busca pelo entendimento de seu problema. E isso mantendo um estilo de escrita simples, dinâmico e que me prendeu demais. Eu não consegui parar de ler durante dois dias inteiros! Até que eu acabei, é claro. 

 Eu espero realmente que essa resenha incite alguém a ler e tentar entender o mundo de Audrey, que representa diversas adolescentes no mundo todo. Bullying não pode ser uma prática banalizada e considerada “normal” ou “coisa de adolescente”. Os antigos alegam que na época deles isso tudo já existia e ninguém ligava. Realmente, sempre existiu. Mas agora ele ganhou uma dimensão ainda maior. A vítima chega em casa e a ameaça não acaba. É virtual, presencial, 24 horas por dia. E o público que vê tudo isso acontecendo é muito maior, imensurável. Não dá mais pra ignorar e sobreviver até a formatura, muitos adolescentes não estão mais aguentando. E eles não são os “errados” da história. Somos todos nós, os expectadores que se calam e os provocadores de problemas. 

Reflitam sobre seus comportamentos, galera!

Um beijo, e até a próxima. 

 

6 on 6: Abril

O tema desse mês é: outono. Porém, eu moro em uma ilha onde o clima é muito doido e aqui está com jeitinho de primavera, flores para todos os lados. Eu estou amando, então aqui vão algumas fotinhos com pequenos detalhes achados pelos caminhos da minha rotina.

  1. Eu amei as cores dessa flor. Se eu fosse uma flor, acho que seria mais ou menos assim:

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E pra não ficar apenas fotos de flores nesse 6 on 6, uma foto minha fazendo uma cara séria, que eu amei por causa da cor dos meus olhos.

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Esse foi o 6 on 6 de abril!

Queria apenas esclarecer que março foi um mês corrido. Entre para faculdade de jornalismo e digamos que não tenho muito tempo pra mais nada, mas amo cada segundo dos meus dias. UFSC, aquela linda ❤

Dá uma olhada também nas meninas que estão participando desse projeto comigo: JúliaEduardaSchaianeCarlaBarbara.

Beijooos!

Livro: E se for você?

img_7331Cal é o típico garoto que foi excluído de tudo na escola e chegou na faculdade sem saber exatamente o que queria, apenas curtindo a atenção que antes não recebia. Até o dia em que uma cópia perfeita de sua paixão infantil reaparece, agindo de um forma totalmente diferente e alegando ser outra pessoa. Eles se apaixonam, é claro.

Nicole era aquela clássica menina arrumadinha, super protegida pela mãe, que brincava com as crianças da rua, mas quando cresceu ficou popular no colégio e esqueceu de todos eles. Por trás de toda essa máscara de garota perfeita, ela esconde um segredo extremamente triste. Isso a faz passar a maior parte do tempo quieta, apenas concordando com o que acontece ao seu redor. Cal sempre foi apaixonado por ela, mas sua melhor amiga, Richelle, era louca por ele, então a paixão já era impossível desde o berço. Tudo piorou quando Richelle foi embora para Califórnia sem dar explicações aos amigos, e apenas Nicole era convidada a visitá-la. Foi depois desse acontecimento que Nicole parou de falar com Cal e Rae (uma amiga da rua também, melhor amiga de Cal).

Nyelle é o oposto de Nicole. Tirando a aparência física, ela é totalmente diferente. Extrovertida, vive desarrumada, com um casacão pro frio, vários porcarias no bolso, anda sem celular e sem rumo, topa qualquer aventura, sobe em árvores, bebe, enfim, é meio imprevisível. Cal resolve conhecer essa menina, fingindo não notar sua semelhança com Nicole. Mas os dois se apaixonam, ao mesmo tempo que os pais de Nicole descobrem que ela não estava em Harvard (faculdade na qual dizia estudar) e havia desaparecido. É nesse momento que tudo começa a fazer sentido (é aqui que eu paro de dar spoilers).

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Curti as cores a organização do livro. É confuso de explicar, as passagens parecem bagunçadas, mas no fim, funciona.  O final é bem intrigante e triste. Os capítulos são narrados pelo Cal, mas em alguns momentos Richelle e Nicole narram memórias de sua infância, tanto antes quanto depois da súbita viagem. É um pouco confuso, mas é isso que torna a história interessante. É dessa forma também que entendi a importância de Richelle em todo o contexto. Entre memórias de criança e os acontecimentos com Nyelle, cria-se um suspense, até uma certa melancolia. Fiquei presa ao livro querendo saber quem diabos era Nyelle, se ela era Nicole, e por que teria mudado assim de repente, por que Richelle foi embora sem se despedir e assim vai… São diversos questionamentos respondidos ao longo do livro, em pequenos pedacinhos de informação.

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Foi um dos poucos que consegui ler durante 2016, tirando os obrigatórios para o vestibular, então posso dizer que, apesar de traduzido no estilo best-seller, é muito interessante. Fui obrigada a parar e refletir um pouco, e acho que todo mundo é meio como a Nicole. Todos temos vontade de ser outra pessoa, de fugir da zona de conforto em alguns momentos, e também existe aquele pedaço da personalidade que cada um tem e ninguém mais conhece. Nem todos, porém, passam pelos distúrbios de personalidade e pelo pressionamento dos pais como ela. Apesar de existirem pais que querem mudar completamente seus filhos, isso não é a realidade de todo mundo. E não deveria ser pra ninguém…

Já estou viajando aqui, haha.

Beijão!

 

 

 

Minha miniatura

Faz oito anos que eu deixei de ser uma criança, e me tornei a irmã mais velha. Faz oito anos que eu convivo com um ser exatamente igual a mim em aparência, mas totalmente o contrário em personalidade. Eu queria vermelho, ela quer azul. Eu queria tocar guitarra, ela quer tocar piano. Eu queria tirar fotos, ela quer ser fotografada. Eu caía e chorava, ela cai e volta a correr. Eu me soltava em cima de um palco, ela já é solta por natureza.

Estou longe de ser a melhor irmã do mundo. Passo meses sem brincar. Mas sei que mais do qualquer outra coisa nesse mundo, ela sempre vai estar feliz enquanto estiver comigo. Temos dias de puro amor e outros de muitos gritos. Às vezes eu a abraço forte demais, às vezes é ela quem o faz. Mas no fim, nossas covinhas continuarão se afundando em nossas bochechas sempre que alguém nos perguntar “Você é a irmã dela?”.

Ser irmã é ser tudo ao mesmo tempo. Ajudar como uma amiga, aconselhar como uma avó, preocupar-se como uma mãe, brigar como inimiga, incomodar como um tio chato, cuidar como uma babá, divertir como um pai. Mas, no meu caso, sem obrigações. Tudo o que faço por ela é porque realmente quero. Eu não tenho um papel sólido. Posso ser qualquer coisa para essa criança. Posso também não ser nada. Mas no fim, nada disso importa. Ela sempre vai ser a minha “mini-cópia”.

Um tal de “Amor”

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O que é esse tal de “amor verdadeiro”? Onde se encontra isso? No fundo de um baú secreto muito bem escondido no centro do labirinto de nossos corações. E só há um jeito de chegar lá: fazendo curvas erradas, chegando a ruas sem saídas. Voltando atrás e continuando. Procurando.
Talvez algum dia alguém descubra um atalho, desenhe um mapa e o espalhe por aí. Mas qual seria a importância do amor se ele fosse fácil de se conseguir? No fim das contas todos vivemos na secreta ansiedade de achar a “pessoa certa”.
Existem vários tipos de amor. Mas esse do qual estou falando é aquele que quase ninguém tem de verdade. E é aquele que eu quero algum dia ter a chance de sentir.