Livro: À Procura de Audrey

Audrey é uma menina que sofreu bullying na escola, o que resultou em uma depressão e ataques de pânico. E isso é tudo que sabemos. Ela em momento algum conta exatamente o que aconteceu naqueles dias em que desenvolveu seus problemas de ansiedade. Ela não consegue revisitar aqueles pensamentos para contar a nós, leitores. O livro é sobre como ela conseguiu melhorar.

 Sempre com óculos escuros, só sai de casa para ir ao psicólogo. Adora ver programas de vendas na televisão (tipo aqueles canais da Polishop, sabe?), porque diz que eles não têm fortes emoções. Sua mãe passa por uma fase de problemas com o filho mais velho, que, de acordo com ela, está viciado em video games. Dessa forma, Audrey saiu dos holofotes da família, e consegue começar a sentir falta de conversar e ter contato com outras pessoas. Ela está de saco cheio da própria doença. Quer se livrar dela o mais rápido possível, mas sabe que não é fácil assim. 

 Nesse momento surge Linus, um amigo de seu irmão, também amante de video games. Ele aparece um dia na casa da família e esbarra com Audrey pelo corredor. Ela entra em pânico, não esperava encontrar um estranho. O menino nem sabia da situação dela e da dificuldade que tinha em fazer contato. Apenas achava engraçado que ela usava óculos escuros dentro de casa. Dias depois, quando voltou para jogar com Frank, ele manda um recadinho para Audrey via Felix, o irmão de 4 anos dela. E assim ela começa a se comunicar com ele, lentamente aprendendo a controlar (ou não descontrolar) sua ansiedade, até que os dois se apaixonam.

   O amor por si só ja é um sentimento conflituoso. Na cabeça de uma menina de 14 anos que sofre com depressão, imagina a confusão que nao deve ser! Linus e Audrey viveram um amor lento, por etapas. Começaram com bilhetes, depois conversas, pequenas, no escuro da sala de TV onde passava as vendas da polishop, até o engraçado, e necessário, “toque de pé” e, enfim, um namoro. Linus foi crucial no progresso de Audrey. Ele a desafiava a melhorar, mas sem pressioná-la. Sem pressa. Ele foi lentamente aprendendo a agir perto dela, enquanto ela aprendia a agir perto de qualquer pessoa que não fosse do seu círculo familiar. É um amor lindo de ver, sincero. 

 Para quem nunca sofreu com ansiedade parece até tosco dar tamanha importância para pequenos atos, como ser capaz de olhar nos olhos dos outros, fazer um pedido à garçonete ou apenas ir até o Starbucks. Mas para Audrey é um progresso enorme, que exige muito esforço. Ela se descreve como fisicamente cansada. Eu sou totalmente leiga nesse assunto, nunca passei por nada parecido, e enquanto lia, ficava muito feliz com cada vez que ela conseguia fazer algo diferente. Cada vez que ela dava um passo a frente para sair daquela prisão que era a sua própria mente.  

 Diversos dramas acontecem durante as 334 páginas. Parte delas é narrada por Audrey e  outra parte é escrita como um roteiro de documentário, que é a “tarefa de casa” dela: gravar um pouco dos seus dias e depois mostrar à Dra. Sarah. Nem tudo gira em torno da menina, muita coisa acontece com seus irmãos mais novos (na verdade, essas são as partes mais engraçadas). É uma leitura leve, mas que abre os olhos para a dimensão de uma depressão e uma síndrome do pânico. Não é uma gripezinha que passa em uma semana. 

 Como o bullying, e tudo que se relaciona a ele, está em alta nos últimos dias, principalmente com a série 13 Reasons Why, eu super recomendo esse livro a todos. Comparando com a série, ele vai para um lado totalmente contrário, sem se aprofundar no que acontecia com ela enquanto sofria na escola, focando totalmente na busca pelo entendimento de seu problema. E isso mantendo um estilo de escrita simples, dinâmico e que me prendeu demais. Eu não consegui parar de ler durante dois dias inteiros! Até que eu acabei, é claro. 

 Eu espero realmente que essa resenha incite alguém a ler e tentar entender o mundo de Audrey, que representa diversas adolescentes no mundo todo. Bullying não pode ser uma prática banalizada e considerada “normal” ou “coisa de adolescente”. Os antigos alegam que na época deles isso tudo já existia e ninguém ligava. Realmente, sempre existiu. Mas agora ele ganhou uma dimensão ainda maior. A vítima chega em casa e a ameaça não acaba. É virtual, presencial, 24 horas por dia. E o público que vê tudo isso acontecendo é muito maior, imensurável. Não dá mais pra ignorar e sobreviver até a formatura, muitos adolescentes não estão mais aguentando. E eles não são os “errados” da história. Somos todos nós, os expectadores que se calam e os provocadores de problemas. 

Reflitam sobre seus comportamentos, galera!

Um beijo, e até a próxima. 

 

5 Motivos para você ler Harry Potter:

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Eu comecei recentemente a ler os livros de Harry Potter e já sinto que posso dizer: não há comparação. Os filmes foram muito bem feitos, mas os livros são um milhão de vezes melhores, apesar do esforço que todos os envolvidos tiveram em transformar a história escrita em longas de uma forma fiel. E aqui vão alguns motivos para você dar um jeito de ler os livros (com certeza algum amigo(a)/conhecido tem, ou tente as bibliotecas):img_7427

  • Detalhes: Milhares de detalhes se perdem no meio do filme ou acabam sendo esquecidos e fazem falta no enredo. Alguns momentos, principalmente no primeiro filme, perderam o seu real sentido por causa de algumas cenas que foram cortadas anteriormente a esse fato. Por exemplo: no primeiro filme não há o momento em que Hermione decifra o desafio de Snape para chegarem até a pedra filosofal, ou seja, parece que Snape não estava realmente protegendo-a.

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  • Personalidade das personagens: apesar de os filmes explorarem bastante esse quesito, alguns acabaram se tornando estereótipos ou apenas sutis. Gina aparece bem de leve nos filmes, enquanto no livro o jeito estranho que age perto de Harry fica muito explícito e óbvio. Snape no livro claramente trata Harry e seus amigos de forma diferente dos alunos na Sonserina, e no filme só parece que ele odeia todo mundo. Além de a maioria dos personagens são explorados de todas as formas, não apenas os principais. Basicamente os coadjuvantes são tão detalhados quanto.
  • Há críticas, metáforas e referências à história mundial o tempo todo, mas elas ficam escondidas. Existe o preconceito com os “sangue-ruins”, os “abortos”, pessoas divididas entre aceitá-los, escravizá-los, matar todos ou simplesmente tolera-los. É como se, em vez de raças e etnias, eles se dividissem em uma hierarquia pela árvore genealógica.

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  • A questão do tempo: os filmes fazem tudo parecer rápido demais. No início das aulas, Hermione não gostava nem de Harry nem do Rony, e eles até tiveram uma discussão sobre isso e demoraram semanas para se desculparem e virarem amigos. No filme isso é tão rápido que mal dá pra notar. E tudo é assim, no livro, as coisas acontecem com calma, detalhadamente e acabam se encaixando melhor.
  • A leitura é muito tranquila. Sério, se você não gosta de ler, essa é a série de livros perfeita. É quase um livro de criança, mas interessante como um suspense. Não há um momento chato ou tedioso, há sempre algo acontecendo, alguma coisa que parece prestes a acontecer, um mistério para resolver ou alguma maluquice que as crianças aprontam. Ah, meus níveis de ansiedade vão às alturas! É difícil parar de ler para dormir, ou fazer qualquer outra coisa.

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img_7415 Então, esses foram os motivos que até agora eu achei para convencer qualquer um a ler a série de livros de Harry Potter (e isso que acabei o segundo livro ontem). Até o fim da série, vários outros posts vão surgir por aqui sobre o assunto…

Beijos e até mais!

 

Livro: E se for você?

img_7331Cal é o típico garoto que foi excluído de tudo na escola e chegou na faculdade sem saber exatamente o que queria, apenas curtindo a atenção que antes não recebia. Até o dia em que uma cópia perfeita de sua paixão infantil reaparece, agindo de um forma totalmente diferente e alegando ser outra pessoa. Eles se apaixonam, é claro.

Nicole era aquela clássica menina arrumadinha, super protegida pela mãe, que brincava com as crianças da rua, mas quando cresceu ficou popular no colégio e esqueceu de todos eles. Por trás de toda essa máscara de garota perfeita, ela esconde um segredo extremamente triste. Isso a faz passar a maior parte do tempo quieta, apenas concordando com o que acontece ao seu redor. Cal sempre foi apaixonado por ela, mas sua melhor amiga, Richelle, era louca por ele, então a paixão já era impossível desde o berço. Tudo piorou quando Richelle foi embora para Califórnia sem dar explicações aos amigos, e apenas Nicole era convidada a visitá-la. Foi depois desse acontecimento que Nicole parou de falar com Cal e Rae (uma amiga da rua também, melhor amiga de Cal).

Nyelle é o oposto de Nicole. Tirando a aparência física, ela é totalmente diferente. Extrovertida, vive desarrumada, com um casacão pro frio, vários porcarias no bolso, anda sem celular e sem rumo, topa qualquer aventura, sobe em árvores, bebe, enfim, é meio imprevisível. Cal resolve conhecer essa menina, fingindo não notar sua semelhança com Nicole. Mas os dois se apaixonam, ao mesmo tempo que os pais de Nicole descobrem que ela não estava em Harvard (faculdade na qual dizia estudar) e havia desaparecido. É nesse momento que tudo começa a fazer sentido (é aqui que eu paro de dar spoilers).

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Curti as cores a organização do livro. É confuso de explicar, as passagens parecem bagunçadas, mas no fim, funciona.  O final é bem intrigante e triste. Os capítulos são narrados pelo Cal, mas em alguns momentos Richelle e Nicole narram memórias de sua infância, tanto antes quanto depois da súbita viagem. É um pouco confuso, mas é isso que torna a história interessante. É dessa forma também que entendi a importância de Richelle em todo o contexto. Entre memórias de criança e os acontecimentos com Nyelle, cria-se um suspense, até uma certa melancolia. Fiquei presa ao livro querendo saber quem diabos era Nyelle, se ela era Nicole, e por que teria mudado assim de repente, por que Richelle foi embora sem se despedir e assim vai… São diversos questionamentos respondidos ao longo do livro, em pequenos pedacinhos de informação.

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Foi um dos poucos que consegui ler durante 2016, tirando os obrigatórios para o vestibular, então posso dizer que, apesar de traduzido no estilo best-seller, é muito interessante. Fui obrigada a parar e refletir um pouco, e acho que todo mundo é meio como a Nicole. Todos temos vontade de ser outra pessoa, de fugir da zona de conforto em alguns momentos, e também existe aquele pedaço da personalidade que cada um tem e ninguém mais conhece. Nem todos, porém, passam pelos distúrbios de personalidade e pelo pressionamento dos pais como ela. Apesar de existirem pais que querem mudar completamente seus filhos, isso não é a realidade de todo mundo. E não deveria ser pra ninguém…

Já estou viajando aqui, haha.

Beijão!

 

 

 

Livro: After

  Começo avisando: é um livro inspirado numa fanfic. Mas isso é totalmente ignorável, pois a trama é muito envolvente.   

 Tessa é a típica garota certinha que quer entrar pra faculdade, casar e ter uma família feliz com o primeiro namorado. Isso nas primeiras semanas da faculdade, antes de conhecer uma galera totalmente diferente dela e Hardin, um cara lindo e problemático.

Mulherengo, todo tatuado e que não leva nada a sério. Por um cara assim que a nerd perfeitinha se apaixona. E com ele vive as aventuras que toda adolescente um dia viveu ou vai viver. Mal sabe ela…

  Hardin esconde um segredo horrível de Tessa. Um não, vários. E ela descobre todos eles no segundo livro “AFTER: Depois da Verdade”. Mas inicialmente ele faz uma coisa horrível, totalmente imperdoável. E continua fazendo uma série de besteiras com ela, é impressionante e revoltante.

A forma como me envolvi com esses dois livros é maravilhosa e ao mesmo tempo cruel. Ela passa por tantas tragédias e eu só conseguia pensar em quando as coisas iam se ageitar novamente, e esperar pra saber o que mais podia dar errado entre esse casal.

  
O fim…Bem, ainda tem mais dois livros pra que a história chegue ao fim, mas digamos que o final de ambos os livros é emocionante e eu quase enlouqueci de ansiedade pela chegada do próximo. E continuo quase enlouquecendo… haha 😉

Livro: A Herdeira

 Continuação da série A Seleção, já comentada aqui. 20 anos depois, outra seleção está prestes a acontecer. Mas com uma grande difereça: agora é a mão da princesA que será disputada.

Eadlyn Schreave é mimada, determinada, um tanto cética e reservada. Tem problemas para expor seus sentimentos e às vezes parece um pouco antipática por isso. Ela inicialmente não quer de jeito algum casar com nenhum de seus pretendentes.

 Com o país, Iléa, extremamente bagunçado e com muitas revoltas acontecendo, a Seleção tem o objetivo de destrair a população para que o Rei pense em uma maneira de resolver todos os problemas. E eles quais? Novamente: as castas. Elas foram legalmente desfeitas, mas socialmente ainda existe um forte preconceito e é quase como se nada tivesse mudado.

Sendo assim, Eadlyn é obrigada a criar eventos, encontros e realmente fingir um romance com os 35 meninos. Ela dá uns passos em falso, começa parecendo um pouco má e até falsa, mas logo começa a realmente sentir afeto pelos meninos que restam.

Em algumas partes ela se mostra totalmente insuportável, mas nada imperdoavel. Senti-me revoltada também com a forma que o povo a trata, divertindo-se ao humilha-la. Não acredito que a segurança de um palácia seja tão frágil a ponto de permitir a entrada de parte dos protestantes contra a monarquia. E também em uma parte, quando um dos meninos se mostra extremamente desrespeitoso e com sinais claros de que representa perigo às outras mulheres,  nada é feito sobre isso.

Não concordo com algumas partes machistas do livro, nem com a alteração das ideias e ideais de Eadlyn, mas fora isso, foi uma leitura divertida e rápida. De certa forma, leve. Não diria que esse livro é tão bom quanto os outros da série, mas fico ansiosa pelo próximo. A crítica implícita no livro é verdadeira e visível. A interpretação dela varia com a visão da sociedade que cada um tem.

“Somos todos prisioneiros, mas alguns de nós estão em celas com janelas, e outros sem.”
– Khalil Gibran

Livro: “Não Sou Uma Dessas.”

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Estava muito em dúvida se falava sobre esse livro ou não. O motivo é simples: odiei. Senti um forte desconforto durante toda a leitura, que durou meses. Trata-se de assuntos um desagradáveis e contados de uma forma que tira qualquer interesse que alguém tenha por essa mulher: Lena Dunham.

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Causadora profissional de confusões, ela conta sua vida de uma forma extremamente vulgar. Ela é o esteriótipo de artista maluco que muitos tem na cabeça. Vive aprontando, fazendo umas coisas loucas, envolvendo-se com gente de índole duvidosa e fazendo comentários que nem todos estão preparados para ouvir.

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Seu livro é dividido em partes, e eu não sei qual é a pior. Acho que tudo já começa meio errado, quando o primeiro capítulo é sobre a perda de sua virgindade. E ele segue em uma bagunça de anos, idades e pensamentos durante todas as páginas. Algumas não parecem ter muito propósito. Outras até me fizeram rir.

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Basicamente, a vida de Lena foi repleta de frustrações, idiotas, sexo que ela não queria fazer e conflitos de personalidade. Pelo menos é o que o livro expõe na maioria das páginas. Ela também fala muito de morte e de seus medos, mas brevemente sobre como iniciou a carreira, a série Girls e etc. É um relato de sua vida pessoal, o que envolve detalhes que nem todos gostariam de saber.

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Alguns momentos são até engraçados e algumas memórias agradáveis. Mas eu com certeza não gostaria de ter vivído no corpo dela. E se tivesse, não contaria desse jeito, dando tanda ênfase em coisas desagradáveis.

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A arte é linda, mas não se deixem levar pela aparência do livro. O conteúdo é decepcionante.

Livro: “Como Eu Era Antes de Você”

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Jojo Moyes me impressionou demais! Admito que comprei o livro puramente pela capa. Li as primeiras duas páginas e achei que seria chato. Mas com o desenrolar dos fatos fui ficando cada vez mais apegada a rotina de Will e Lou.

como eu era antes de você

Lou é uma menina um pouco estranha de uma cidade pequena na Inglaterra. Usa roupas coloridas e exóticas demais, e era bem feliz com seu trabalho num café. Porém, ele foi fechado. Ela não sabia mais o que fazer da vida. E assim, Will aparece.

como eu era antes de voce

Will sofreu um acidente há poucos anos e acabou ficando tetraplégico. Um cara que, como ele mesmo diz, amava a vida e agora a odeia profundamente. Lou ganha o emprego de “cuidadora” mas na verdade, seu trabalho é tentar fazê-lo mais feliz.  Uma tarefa quase impossível, considerando as limitações dele e seu desejo de continuar odiando a cadeira de rodas.

como eu era antes de você

Mas Will, além de ser um cara mau humorado, é muito inteligente. E ensina Lou a amar a vida tanto quanto ele amava.  O romance deles se torna algo tão bonitinho, mas sem deixar de ser irreal. Não tem final milagroso, ou sem noção. Mas é feliz, de certa forma. E a cada dia eles vão se conhecendo melhor, e gostando um do outro. Pena que os planos para o futuro de Will são um pouco diferentes do que ela esperava.

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Quem conta a maior parte da história é a Lou, mas em alguns capítulos é o pai, a mãe  ou o médico de Will, e até mesmo a irmã dela. Então, sim, você vai entrar totalmente na história de todos os lados. Uma pena o próprio Will não ter um capítulo mais específico pra si mesmo, ele é um cara bem confuso e alguns fatos de sua vida continuam omitidos ou sem explicação até o fim do livro.

Recomendo pra todo mundo, até mesmo meninos aí que gostem de ler.  Não tem nada de mimimi, é simplesmente fofo por parecer tão não-romântico.  Ah, e vai se tornar filme 😀