Flime: Os Olhos de Júlia

Nunca me impressionei tanto com um filme em espanhol. Admito que no início é levemente desconfortável, já que eu estou muito acostumada a ver filmes em inglês, mesmo que com legendas. Mas esse foi demais

os olhos de júlia

O filme começa com o suicídio sem explicação de uma mulher cega. E ela sabe que alguém a observa, e esse alguém é que provoca sua morte. Depois foca na vida de sua irmã, Júlia, que encherga muito bem. Porém com o estresse do suicídio, ela começa a perder a visão gradativamente, o mesmo problema que a outra tinha.

Ela então começa a sentir que algo estava errado. Tenta investigar sozinha o caso da morte de sua irmã, não acreditando que ela teria se matado. E nisso percebe que alguém, que ninguém vê, sente, ou percebe, está a seguindo. E com os esforços para encontrá-lo, perde totalmente a visão.

Após fazer uma cirurgia para tentar recuperá-la, um milhão de coisas misteriosas acontecem e se eu comentar aqui, o filme perde a graça. Há todo um suspense em cima das pessoas ao redor dela, principalmente do enfermeiro que a ajuda, que é quem mais aparece a partir dessa parte.

O filme foi maravilhosamente dirigido, mostrando até como seria a perda gradual da visão de Júlia. A atriz Bélen Rueda fez todo o desespero parecer tão real, e situações de simples horror acontecem ao seu redor, sem que haja fatos inexplicáveis. No fim tudo se encaixa e mesmo assim você fica surpreso, pois é totalmente inesperado. Com certeza pelo menos um “mas é claro, como eu não pensei nisso?” ou um “EU SABIA!” vai passar pela sua cabeça.

Esse é o tipo de “filme de terror” que eu gosto de assistir. Sem demônios, atividades paranormais e etc. É um medo real, que exprime um perigo verdadeiro, você acaba sentindo medo mesmo e não apenas levando alguns sustos. Em algumas críticas, li que era um suspense com cara de drama. Mas se fosse um acontecimento fora das telas, ninguém diria que era drama. Talvez uma loucura.

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Filme: Boyhood

O filme tão falado ultimamente, filmado durante 12 anos, acompanha o crescimento do jovem Ellar Coltrane interpretando Mason da infância a juventude (como o subtítulo do filme informa).

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Ele é um garoto tímido, inicialmente normal, mas que, com os anos e os problemas entre seus pais divorciados e um novo marido da mãe, apresenta um olhar triste e uma mania de se isolar. Enquanto pequeno era viciado em video-games. Com o tempo se apaixona por fotografia.

Mason sofre sozinho. Sua irmã mais velha passa pelos mesmos traumas, mas continua agindo como uma menina comum, e não uma “depressiva”, como ele.  São dilemas e problemas bem comuns como drogas, divórcio, bullying e a realidade de como isso afeta cada um. Ele acaba com poucos amigos, mas parece mais próximo da mãe do que qualquer outra pessoa.

O início do filme é a melhor parte. Dramas familiares, momentos de tristeza e grande felicidade. Mas a medida que o filme vai evoluindo, torna-se monótono e chato. Algumas cenas me pareceram desnecessário, resultando num drama longo demais são quase três horas. Mas é interessante ver como, de uma hora pra outra, os personagens mudam física e psicologicamente. A atuação de todos é impressionante. Acredito que, sendo atores não conhecidos, os jovens impressionaram. A evolução dos personagens é natural, e por mais que sofram mudanças na personalidade, não deixam “ser eles mesmos”.

Por mais que tenha ganhado vários prémios, não acho um filme digno de tanto. A ideia é maravilhosa, realmente. Há muito anos, quando ainda era criança, achava que todos os filmes em que as crianças cresciam eram feitos assim (e até pouco tempo, minha irmã achava o mesmo). Mas, pra mim, filmes que retratam o cotidiano de uma família sem nada de especial são comuns e eu ainda estou na fase de gostar de sair do cinema com um “felizes para sempre” e aquela sensação de esperança e borboletas no estômago. Deixando claro que drama não é o meu gênero preferido.

Não assistiria de novo, mas acho importante pelo menos uma vez com muita paciência e tempo ver como é um filme sobre a melhor e mais rápida época da vida de alguém.

 

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Filme: O Doador de Memórias

Adoro esses filmes que criam todo um mundo novo pra humanidade. Às vezes até imagino se em algum lugar do mundo realmente fazem essas coisas, vai saber, né? Tem tanta gente doida nesse planeta. E também gosto de filmes com a edição um pouco fora do comum, por mais que seja um simples preto-e-branco.

O filme começa totalmente sem cores, mostrando 3 amigos de infância no dia da sua “graduação”. Eles vivem em um mundo muito doido, sem emoções, e com umas regras estranhas tipo “precisão de linguagem” e até mesmo tocar em alguém que não seja da sua família é falta de educação, wtf? Eles não podem nem ouvir música, os dias são todos iguais. Tudo para que o mundo não acabe em guerra novamente. Na teoria me parece um tédio.

Depois de anos estudando as profissões, eles são escolhidos para contribuir na comunidade de alguma forma. E Jonas acaba ficando com a tarefa mais misteriosa. Guardar as memórias do mundo antigo, tanto as coisas boas quanto as ruins, para que estas últimas não se repitam. Começando seu treinamento, tudo parece as mil maravilhas. Mas logo ele percebe que aquele mundo onde vive parece mais emocionante quando você desobedece as regras.  E seu treinamento envolve bastante isso.

Toda a história praticamente parece gritar para que o mundo não se torne assim, sem emoções, todo certinho. Vai até o fim contra os conceitos ruins como inveja, egoísmo… Mas enfatiza a importância do amor e da família. É exatamente o tipo de filme que você acaba de ver e pensa “meu deus, agora eu vou mudar tudo na minha vida, vou mudar o mundo” mas é claro que isso nunca acontece.

O final achei meio subjetivo, não gostei. A medida que o filme evolui, as cores começam a voltar, eu meio que me empolguei e me envolvi demais com o pequeno romance presente, me decepcionando. Mas o filme é emocionante e simplesmente lindo demais pra levar isso em consideração.Não vejo a hora de conseguir o livro. FIquei bastante inspirada e emocionada. Espero que você fique também 🙂

P.S.: A Taylor Swift nem parece ela mesma no filme. Gostei.

 

Perdidos em New York

Já perceberam quantas séries se passam em New York? Tem várias. Deve ser porque a cidade é cheia de pessoas com histórias pra contar. Mas não apenas isso se repete na maioria das séries, sempre tem alguém que perde o emprego, ou que ganha um, e acabou indo viver no apartamento de alguém, às vezes desconhecido.

Separei abaixo as que eu já assisti e consegui me envolver até pelo menos a segunda ou terceira temporada. Não sou a maior amante de seriados, sempre acabo ficando com preguiça ou desinteressada. Não contém spoilers, relaxem.

1- Gossip Girl

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É claro que eu tinha que começar com o caos da parte rica de Manhattan. Cheia de segredos, mistérios e escandalos, a série gira em torno de Serena, Blair, Nate, Chuck, Dan e é claro, a garota do blog que ninguém sabe quem é, mas ela sabe de tudo. Cheio de romances e traições, roupas maravilhosas e também uns looks que dá até dó de olhar,  tem rico que não nasceu pra comprar roupas sozinho. Foi feita entre 2007 e 2012, não acabei ainda, mas espero que tenha um final brilhante pra combinar com o resto do enredo.

2- Don’t Trust The B—– in Apartment 23

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Pelo nome parece até que vai ter algo inapropriado, mas não tem, eu juro. June tem a grande sorte de conseguir o emprego dos seus sonhos e um apartamento decente para morar. Mas, a empresa que a contratou faliu, e ela acaba indo morar com Chloe, uma mulher meio doida e com emprego duvidoso, viciada em festas. Assim, ela acaba passando por várias situações engraçadas e até  estranhas. Krysten Ritter, a Chloe, fez uma atuação muito boa, e ao mesmo tempo parece zoar a própria personagem. Apaixonei-me pelo jeitinho dela.

3- Smash

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A série mostra todo o processo de criação de um musical sobre a Marilyn Monroe. Músicas maravilhosas, dançarinos mais ainda, e vários escândalos amorosos. As pessoas são tão cruéis quando estão apaixonadas… Mas a tristeza inspira a imaginação, e resulta em boas letras, e no fim, um espetáculo maravilhoso. Eu me envolvi de um jeito com a trama, que cheguei a questionar a escolha dos atores. Poxa, colocaram uma mulher magrela e morena pra ser a Marilyn, e a loira que realmente se parecia ficou em segundo plano. Mas ok. Foi uma das primeiras séries que eu realmente gostei de assistir.

4- New Girl

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Comecei a assistir recentemente e não sei dizer onde se passa. Mas segue a mesma linha das outras séries. Jess (a linda e maravilhosa, Zooey Deschanel) foi traída por seu namorado e na procura de um lugar pra morar, acaba em um apartamento com 3 homens: um barman sentimental, outro mulherengo e um ex-jogador de basquete durão. Respectivamente: Nick, Schmidt e Winston. Juntos eles tentam ajudar Jess a voltar a ativa no mundo das conquistas e também aprendem a lidar com os dramas de mulheres normais e mais outros dessa nerd estranhamente feliz. Ela é o exemplo de pessoa que não teme pagar mico sendo ela mesma e vive esbanjando felicidade. Adorável.

5-  The Carrie Diaries

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De volta aos anos 80,  acompanhamos a vida adolescente de Carrie, conhecida de Sex And The City que, aliás, nunca me interessei em assistir. Mas quem dera ter uma adolescência como a dela. Cheia de festas, roupas maravilhosas, amigos influentes no mundo da moda, e ao mesmo tempo com problemas normais de qualquer garota de 16 anos. Bullying, problemas amorosos do tipo quem demonstra menos, inimizades com a mais popular da escola. É bem divertida, pena que foi cancelada.

6- FRIENDS

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É claro que sendo a única série que eu consegui ver todas as temporadas, ela tinha que estar aqui. Durante todo o ano passado Rachel, Ross, Monica, Phoebe, Joey e Chandler invadiram minhas tardes com muitas risadas. Não tem como não rir com Friends. Também chorei muito com esses 6 amigos. São 10 temporadas e cada episódio vale a pena ser assistido.  É para aqueles, como eu há um tempo atrás, que ainda não se apaixonaram por essa vida repleta de temporadas.

7- How I Met Your Mother

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Seguindo o estilo de comédia de Friends, temos Ted contando a seus filhos como ele conheceu sua esposa Tracy. E assim, voltamos 25 anos, para os anos 80, mas os participantes da história continuam pessoas comuns e até mesmo bem atuais. Com seu grupinho de amigos Barney, Robin, Marshall e sua noiva Lilly, Ted vai narrando como foi sua vida antes de começar uma família, e por mais que ele seja um cara comum, rende muitas risadas. Alguns momentos são até exagerados, mas não a considero uma comédia do tipo forçada.

E essas foram apenas as que eu assisti!  Mas não para por aí, não. Girls,  a própria Sex and the City já mencionada,  Law & Order, Glee, What I Like About You  e várias outras se passam em New York. Sério, a lista é enorme, mas eu não me atrevo a criticar aquilo que não conheço.

5 Filmes para assistir nas férias

Com essa sobra de tempo que todo mundo tem nas férias, acabamos ficando um bom tempo no tédio. E nessas horas, nada melhor do que sentar no sofá e assistir um filme qualquer. Pra não errar na escolha, deixo 5 sugestões de filmes, mais pra rir do que qualquer outra coisa.

1- “Família do Bagulho”

Se a Jennifer Aniston já não era motivo suficiente pra assistir esse filme, aqui vai outro: é muito engraçado.  De um forma bem cômica (para ajudar uma sem-teto que estava sendo assaltada), o traficante David Clarck acaba perdendo tudo. E com isso, dá um grande prejuízo pro seu chefe, que o manda em uma missão para trazer uma grande quantidade de maconha do Mexico. Como disfarce, ele cria a família Millers, onde a mãe é uma stripper, o filho é um menino muito ingenuo e a filha é a tal sem-teto rebelde. Preciso dizer que dá tudo errado e que eu ri tipo, demais?

2- “De Mal a Pior” ou “A Minha Casa Caiu”

Não sei porque, mas no Netflix esse filme está como “De Mal a Pior” e fora dele só o achei como “A Minha Casa Caiu”. De qualquer forma, eu adorei. Meghan Miles é uma jornalista com a oportunidade de ser âncora de um telejornal. Porém, na mesma noite em que descobre que não conseguiu o emprego, seu noivo a abandona, levando quase tudo da casa dela. Como toda mulher, ela tem umas amigas loucas para encher a cara e ir pra balada. E depois de descobrir o amor da sua vida, ela acaba em uma rua cheia de prostitutas no meio de Nova York, sem carro, carteira, celular, nada. Durante a sua busca pelo prórpio carro, nos garante muitas risadas e se mete em inúmeras encrencas.

3- Sexo Sem Compromisso

Ok, esse é aquele clichê básico, mas que nunca deixa de ser divertido. Vários altos e baixos emocionais, discussões, barracos, polêmicas, pretendentes ciumentos e um final bem fofinho, e previsível, é claro. Não dá nem pra reclamar, porque se o final fosse outro, todos ficariam revoltados. E assim, Emma e Adam me divertiram por umas 2 horas. Destaque para o CD que ele dá a ela.

4- Será que?

Seguindo a onda de filmes clichês, vem esse com o nosso querido Harry Potter, super fofo, no qual ele interpreta Wallace, um personagem um pouco mais cômico e relaxado. Ele se apaixona pela Chantry, uma menina super fofa, porém tem namorado. Inicialmente, eles ficam como apenas amigos, e descobrem que tem muitas coisas em comum. Desde o início, ela deixa claro que quer ser apenas amiga dele. Porém as circunstâncias não os deixam seguir a vida dessa maneira. Os sentimentos de amizade crescem e evoluem para amor, e aí tudo dá errado. Mas, o final é lindo, bem bobinho, mas ainda assim, lindo. Não é bem uma comédia, mas eu ri com o humor negro e sarcasmo nos diálogos.

5- Ensina-me a Viver

Chega de clichês e piadinhas bobas pra rir. Em “Ensina-me a Viver” temos um amor meio fora do comum entre Harold e Maude. Ele é um menino solitário, rico, e com mania de fingir suicídio (sim, estranho) e ela uma velhinha de 79 anos com espírito de jovem, e uma forma peculiar e despreocupada de ver a vida. Eles se conhecem no funeral de uma pessoa aleatória (ambos adoram ir a esses eventos), e começam a passar os dias juntos. A mãe de Harold começa a pressioná-lo a achar uma mulher para ser sua esposa, e ele encontra formas hilárias de recusar e assustar todas as pretendentes. Enfim ele resolve revelar que escolhe Maude para ser sua esposa, porém sua resposta vai além de um simples “sim ou não”. Este é um dos meus filmes preferidos. Foi lançado em 1971, é um pouco antigo mas muito lindo. Digno de lágrimas e risadas.

Viciada em cinema

Quem nunca chegou no cinema e percebeu que já tinha visto quase todos os filmes, não vai entender o que é amar sentar em uma daquelas cadeiras (que pelo menos pra mim é bem grande) e apreciar cada segundo de um filme qualquer, que talvez nem seja tão bom assim. Eu adoro fazer isso, e por mais que seja verão e Florianópolis esteja lotada, consegui ir alguas vezes.

1. Operação Big Hero

Um filme super fofo sobre um menino do tipo garoto-gênio-prodígio-dos-robôs, chamado Hiro Hamada. Ele com 13 já se formou na escola, e está viciado em lutas de robôs. Seu irmão mais velho, Tadashi, não concorda com a forma que o menino tem conseguido dinheiro (até porque era considerada ilegal), e assim cria um robô inflável para cuidar dele, o Baymax, ou Balãozão como a minha irmã o chama, e ainda consegue convence-lo a ir pra faculdade. Mas após sofrer uma grande perda, Hiro desiste de tudo, e após algum tempo analisando acontecimentos estranhos em sua cidade, ele junta seus amigos e o Baymax para salvar a cidade. Admito que chorei e ri bastante, mesmo o filmes sendo mais pra crianças.

2. Uma Noite No Museu 3 – O Segredo da Tumba

A história desse filme foi tão previsível que eu passei o filme todo com a sensação de já tê-lo visto.  O segurança do museu de Nova York, Larry Daley tem seus amigos que durante a noite ganham vida, e assim vai, aquela história de sempre. Porém, os animais e as estátuas estão perdendo controle sobre suas personalidades, quase que esquecendo que são artefatos de um museu. Isso ocorre porque a placa de ouro que controla toda a magia do local está sendo danificada, e só quem sabe como consertá-la é o faraó que fica no museu de Londres. E lá vão todos eles  para resolver o enigma da placa. Mas é claro que alguém tinha que atrapalhar tudo. Achei bem bobinho, porém dei umas risadas. O final do segurança com o macaquinho é bizarro e totalmente sem noção.

3. Êxodo

O filme conta a história de Moisés, e pra um filme mais religioso, achei bem legal. Moisés é aquele menino hebreu que foi largado no rio Nilo e achado pela irmã do faraó, criado por ela como um filho e quando cresce consegue libertar 400 mil hebreus escravos, pois recebe esta ordem e também conselhos de um deus. Achei bem emocionante, tem até um romance no meio, e me impressionei com a realidade com que a parte das pragas foi retratada, e com ela uma tentativa de explicação racional até mesmo engraçada.

 

3 Surpresas no Cinema

Estou oficialmente de férias e, infelizmente, já vi todos os filmes do cinema que eu queria. Às vezes ter tempo é meio triste. Então, como cada um deles me impressionou de um maneira diferente, achei que seria interessante incentivar as pessoas a verificarem se a minha opinião é coletiva. Começando do pior para o melhor:

1. “O Homem Duplicado”

Okay, antes que eu tenha um ataque de frustração, vou explicar rapidamente a história do filme e vou contar o final (que, aliás, não faz sentido): um homem patético que acidentalmente descobre que existe um cara idêntico a ele trabalhando como ator por aí. Eles combinam de se encontrar para descobrirem qual o motivo de eles serem tão iguais fisicamente. Mas acontece que ambos são TOTALMENTE PIRADOS então a conversa não dura muito tempo e um começa a se meter na vida do outro. De repente, o ator decide que precisa sair com a mulher do homem patético.  E nisso um finge ser o outro, o ator morre num acidente de carro e a mulher dele, que estava fingindo não notar diferença de comportamento com a troca dos dois, VIRA UMA ARANHA GIGANTE. E fim. CADE SENTIDO NISSO TUDO? Sinceramente, não sei qual foi o maior problema desse filme: o fato de ele ser naturalmente estranho, ou por simplesmente não explicarem a relação entre os dois caras, ou a aranha gigante que me deu um lindo susto no fim do filme. Os dois eram gêmeos? Eram a mesma pessoa e tudo não passava de um sonho? Um deles eram um alien ou algo assim? Justamente por nada fazer sentido, o filme pode tanto te prender de uma maneira doida, quanto te fazer dormir. Eu olhei pra trás quando ele acabou pra ver se alguém riu por eu ter gritado de susto, mas as pessoas estavam confusas demais para perceberem, eu acho.  Enfim, assistam e, por favor, me expliquem qual o sentido desse filme porque eu simplesmente desisti de tentar entender.

2. “Vizinhos”

Vamos relaxar agora com esse filme hilário e incrível com toda a lindeza do Zac Efron como protagonista. Mac (Seth Rogen) e Kelly Radner (Rose Byrne) estão vivendo uma linda vida com sua filhinha e uma casa nova quando têm a sorte de receber Teddy (Zac) e sua fraternidade como vizinhos. A relação entre eles começa muito boa, os adultos até são convidados para uma das super festas dos meninos. Porém, eles não deixam de ser adultos, precisam dormir cedo e de tranquilidade. Após prometerem não chamarem a polícia sem antes conversarem com Teddy, eles descumprem a promessa logo na primeira noite e os jovens declaram guerra contra a família. E não há quem resista as sacanagens deles! Mas os adultos não se dão por vencidos e resolvem estragar a felicidade dos meninos, acabando com a festa e com algumas amizades… Mas no fim, tudo acaba muito bem.

O que eu achei mais legal é que no fim, os meninos que só queriam saber de festa tiveram um futuro bem realista. Acabaram com um trabalho qualquer e tiveram que parar com as festas e estudar por mais um tempo, enquanto aqueles que sabiam se divertir e estudar ao mesmo tempo ganharam a vida. Ou seja, é um filme muito engraçado e divertido, mas dá uma pequena lição de moral. Mostra que você deve sim se preocupar com o que vem depois da faculdade. Pode ser tudo ou nada.

3. ” Como Treinar O Seu Dragão 2″

Esse foi um dos melhores filmes de animação que eu vi esse ano, com toda certeza. É claro que quem não viu o primeiro não vai entender muita coisa, mas mesmo assim não deixa de ser lindo. Soluço conseguiu mudar o jeito de pensar e de viver de todo mundo em sua ilha, mas o mundo é muito maior e ele está começando a descobrir isso quando encontra uma caverna de gelo e recebe a notícia de que um homem muito malvado está armando um exército de dragões. Ele se revolta e resolve ir conversar com esse vilão, mostrar à ele que os dragões podem ser domados e não dominados. Não vou contar o final mas apenas digo que: é INCRÍVEL. Eu ri, eu chorei e fiquei realmente entusiasmada com a felicidade do Soluço. Ele mostra direitinho a importância da lealdade e como é melhor quando podemos contar com alguém que nos ama e não nos teme.