Filme: Não é mais um final feliz

d6b31ddacdef2d38e8eaec036c91474cJane Lochart (Karen Gillian) é uma adorável e solitária escritora. Seu manuscrito, quase uma biografia, daqueles que faz todo mundo chorar, é recusado por quase todas as editoras. Uma pequena, administrada pelo lindo Tom Duval (Stanley Weber), resolve aceitar, apesar de Tom achar o livro extremamente mal escrito. Os dois vivem uma amizade linda durante o período de revisão, mas quando o livro é finalmente publicado, os dois começam a se odiar.

Jane se torna um sucesso, ganha prêmios e reconhecimento e seu livro ganha o título de best-seller. Nisso, ela começa a ter um relacionamento com um escritor, Willie – apesar de todos odiarem o cara, e também reencontra seu pai. Toda essa felicidade faz com que a menina fique bloqueada, não conseguindo acabar o seu segundo livro. Todos os problemas dela acabaram e, com isso, acabou a criatividade também.

Tom inventa um plano pra tirá-la desse bloqueio, mas não de uma forma muito legal. tumblr_mtt9zhkl161rv3a9bo1_500Enquanto isso, Jane vive tendo visões e conversas com seu personagem ficcional, como se sua protagonista realmente existisse, e ela é com certeza a melhor personagem do filme. Extremamente descolada, destemida, bem diferente de sua autora.

Além da história ser bem bonitinha,  perfeita para a tarde de domingo, as imagens também lindas. O estilo de Jane é maravilhoso,  bem vintage e antiguinho. Seu apartamento é lindamente decorado, mas parece que todas as locações combinam, e ao mesmo tempo fazem Jane se destacar. Na verdade, só parei para assistir esse filme porque as cores dele eram muito lindas.

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Se eu pudesse fazer um filme – digo, dirigir, produzir, escrever o roteiro e tudo mais – ficaria bem parecido com “Não é mais um final feliz”, apesar de o título ser horroroso. Espero que vocês curtam também, e me contem depois 😉

Até a próxima!

 

 

 

Filme: Moana – Um Mar de Aventuras

Moana é a futura chefe de uma tribo em uma ilha onde ninguém tem o costume de entrar no mar. Porém, ele a escolheu para realizar uma missão muito maior: salvar a natureza da destruição total. Sua vó, a “maluca da tribo”, acaba revelando que, na verdade, seus antepassados eram navegadores, mas após o semideus Maui roubar o coração de Te Fiti (deusa que criou a vida) o mar se tornou um lugar perigoso e repleto de monstros e tudo que era vivo passou a virar cinzas. Essa destruição lentamente chegava a ilha que Moana teria de liderar. Com a pedra que representa o coração em suas mãos, ela embarca, mesmo sem saber navegar, em busca do semideus, acreditando que ele deve devolve-la à deusa.

Maui é extremamente narcisista e tem um visão bem diferente do que fez. Ele adora ser venerado como um herói pelos humanos, por isso topa entrar na viagem, com a condição de recuperar o seu anzol, um presente que recebeu dos deuses e lhe dava o poder de se transformar em outros animais. Sua real função no filme é ensinar a garota a navegar. Por ter muito medo de fracassar, diversas vezes ele acaba desistindo e tentando fugir, mas “o mar” simplesmente não o deixa. A incrível determinação da garota a todo momento tem de relembrá-lo: a missão deve ser concluída.

E como na maioria dos filmes, temos aquele personagem que só existe para fazer todo mundo rir. Em Moana, esse é o frango Heihei, meio cabeça oca e maluco, que sem querer entrou no veleiro e foi junto. Ele não come, não se comunica, nada. Só anda de um lado pro outro, sem rumo, e engole pedras quase do seu próprio tamanho. Mas é o suficiente, você vai rir.

Juntos, Maui e Moana passam por diversas situações engraçadas e perigosas, além de terem sérios problemas para confiarem um no outro.Ele subestima a capacidade da menina de enfrentar seus medos, de ser persistente e corajosa. Como é pequena, aos olhos do semideus ela não seria capaz de enfrentar alguns inimigos, como um exército de piratas, um caranguejo gigantesco e o monstro de lava Te Ka. E ela o surpreende em todos os pontos por ser capaz de obter sucesso superando todos os obstáculos. No fim, eles se tornam amigos.

Adorei o astral do filme e saí dele querendo mais do que tudo ir à praia, pena que o cinema fica tão longe do mar… Ah, as músicas também são muito legais, já estou baixando algumas aqui. Beijos!

Filme: Pets!

Esperei tanto por esse filme! Lá em 2015 já começaram a surgir trailers engraçadíssimos com os bichinhos, mas que nada explicavam a história do filme, assim, a expectativa foi crescendo até surgirem outros trailers que diziam do que se tratava e que relação existia entre todos os animais.

Max é o principal da história, um típico cachorro que só sai de casa de coleira, na hora de passear, e é apaixonado pela sua dona. Em uma bela tarde, porém, ela decide adotar mais um cão (um enorme, na verdade) e Max odeia a ideia. Logo de cara, os dois não se dão bem. Duque era um cachorro de canil, e antes disso, de rua, tira sarro de Max pela vidinha fácil que leva e quando tenta dar um sumiço no pequeno, ambos acabam perdidos.

Gigi é apaixonada por Max e decide reunir todos os amigos para procurá-lo. Mas eles não são os únicos atrás da dupla. Ao mentirem para o Bola de Neve, um coelho maluco que quer reunir todos os bichos abandonados por humanos e dominar o mundo, acabam revoltando todo o grupo que vive sob seu comando. E todos eles partem em uma divertida aventura por Nova Iorque para achá-los.

 Achei necessário comentar a incrível dublagem do filme, que só pelas vozes já arrancam gargalhadas. Tendo Tatá Werneck como Gigi, Tiago Abravanel como Duque e Luis Miranda como Bola de Neve, não tinha como ficar melhor. Só pela voz do coelho já da pra saber que ele é louco. Todos combinaram perfeitamente, incluindo os outros que não foram citados.

Palmas para todos os envolvidos, esse filme ficou melhor do que eu esperava.

Filme: Como Eu Era Antes De Você

Como sempre, o livro é muito melhor, mas sobre ele já falei bastante aqui.

Sam Claflin é Will, o super inteligente e arrogante tetraplégico, mas também um cara engraçado e romântico. Emilia Clarke é Louisa Clark, a menina fofa, que se veste meio colorida demais e que se apaixona, fazendo de tudo para que ele mude de pensamento quanto a própria vida. Ao final, quem muda tudo é ela.

 Adorei como foram fiéis ao livro, chegando a usar as mesmas falas e tudo mais. Porém, eles tiraram todo o suspense sobre o futuro de Will e a razão de Louisa ser contratada, revelando logo no início da trama. Também tive a sensação de que alguns momentos foram muito resumidos, e eram de grande importância. Acabaram se perdendo em meio a diversos acontecimentos secundários, mas indispensáveis.

A trilha sonora é repleta de Ed Sheeran e músicas bonitinhas, então eu não tenho nem como reclamar. Encaixam-se perfeitamente com os momentos escolhidos e chegam a ser irônicas, pois falam de amor eterno e, infelizmente, a vida de Will tem dias contados.

Ao contrário do que vi muitas meninas da minha idade fazendo, eu não chorei. Nem uma gotinha de lágrima.  Por quê? Toda vez que uma cena de choro aparecia a atriz fazia uma careta pra começar a chorar! E assim eu perdi todo o encanto, os momentos tristes ficaram engraçados. Incrível como a expressão dos atores é importante.

Enfim, adorei o filme, não é o melhor do mundo, mas não consigo pensar em uma maneira mais perfeita de retratar a história de Louisa e Will.

 

Filmes: O Bom Dinossauro e Snoopy & Charlie Brown: Peanuts

2016 já começa cheio de novidades para amantes de animações e a tendência é ficar cada fez melhor. Fui ao cinema sem esperar nada desses dois filmes, e me surpreendi de formas muito diferentes em cada um deles.

O Bom Dinossauro

E se os dinossauros nunca tivessem desaparecido? De acordo com a Disney, seria mais ou menos assim: eles seriam os seres desenvolvidos e nós estaríamos no papel dos bichos de estimação, haha. O Bom Dinossauro é um filme mais triste e profundo do que eu esperava, semelhante ao Rei Leão, mas também me arrancou muita risada.

Snoopy & Charlie Brown: Peanuts

Uma comédia muito fofa e bem infantil. É engraçado, e simples, como uma história em quadrinhos. O filme gira em torno do Charlie Brown e da menina ruiva pela qual ele se apaixona e quer muito impressionar e das histórias muito loucas do Snoopy, que ele inventa junto com o Woodstock. Assisti com a minha irmã e só posso dizer que é bem diferente das outras animações que já vi em cinemas.

Filme: Expelled

Por muitas meninas esperado (eu não estou incluida) por ter como protagonista Cameron Dallas (o do meio), uma “celebridade da internet”, já está há um tempo dsponível no Netflix, e também em vários outros sites gratuitos por aí. Mas, eu só o vi esse final de semana.

Na trama, Cameron é Felix, o bagunceiro e encrenqueiro da escola. Logo na primeira cena ele já é expulso por assaltar a máquina de chicletes da escola. Sempre agindo como um “descolado”, ele já tem um plano sobre como não contar nada pra mãe dele. Mas nesse processo várias coisas dão erradas, e as mentiras vão ficando cada vez mais enroladas.

O que me deixou P da vida foi que no fim, tudo acaba de um jeito totalmente impossível. Depois de mentir (muito mal, aliás) diversas vezes, até mesmo pra polícia, ele se safa de tudo, com outra mentira. Ignorando a impossibilidade de quase tudo que acontece no filme, ele é realmente engraçado. São coisas que você olha e pensa: da onde eles tiraram isso?

Parece uma versão mais atual e longa de “Curtindo a Vida Adoidado” (que tudo se passa num dia só). A maneira como a história ser narrada pelo próprio Felix, uma menina que aparece do nada e não se sabe muito sobre ela, só que vive um romance com o protagonista, o amigo nerd que não quer fazer nada errado pra não se dar mal, mas sempre acaba cedendo e a menina chata que quer estragar tudo, mas no final acaba ajudando. Esses e vários outros fatos relacionam um filme ao outro. (cenas com música, perseguição do diretor, fugas da escola)

Achei de certa forma fraco, mas divertido.  Recomendo para quem tem a tarde livre e quer dar umas risadas com as amigas/os amigos sem se preocupar com mais nada.

Flime: Os Olhos de Júlia

Nunca me impressionei tanto com um filme em espanhol. Admito que no início é levemente desconfortável, já que eu estou muito acostumada a ver filmes em inglês, mesmo que com legendas. Mas esse foi demais

os olhos de júlia

O filme começa com o suicídio sem explicação de uma mulher cega. E ela sabe que alguém a observa, e esse alguém é que provoca sua morte. Depois foca na vida de sua irmã, Júlia, que encherga muito bem. Porém com o estresse do suicídio, ela começa a perder a visão gradativamente, o mesmo problema que a outra tinha.

Ela então começa a sentir que algo estava errado. Tenta investigar sozinha o caso da morte de sua irmã, não acreditando que ela teria se matado. E nisso percebe que alguém, que ninguém vê, sente, ou percebe, está a seguindo. E com os esforços para encontrá-lo, perde totalmente a visão.

Após fazer uma cirurgia para tentar recuperá-la, um milhão de coisas misteriosas acontecem e se eu comentar aqui, o filme perde a graça. Há todo um suspense em cima das pessoas ao redor dela, principalmente do enfermeiro que a ajuda, que é quem mais aparece a partir dessa parte.

O filme foi maravilhosamente dirigido, mostrando até como seria a perda gradual da visão de Júlia. A atriz Bélen Rueda fez todo o desespero parecer tão real, e situações de simples horror acontecem ao seu redor, sem que haja fatos inexplicáveis. No fim tudo se encaixa e mesmo assim você fica surpreso, pois é totalmente inesperado. Com certeza pelo menos um “mas é claro, como eu não pensei nisso?” ou um “EU SABIA!” vai passar pela sua cabeça.

Esse é o tipo de “filme de terror” que eu gosto de assistir. Sem demônios, atividades paranormais e etc. É um medo real, que exprime um perigo verdadeiro, você acaba sentindo medo mesmo e não apenas levando alguns sustos. Em algumas críticas, li que era um suspense com cara de drama. Mas se fosse um acontecimento fora das telas, ninguém diria que era drama. Talvez uma loucura.