4 meses e 4 coisas que aprendi

Bruno, meu irmãozinho mais novo, tem quatro meses. Ele já me ensinou bastante nesse curto tempo de vida. Talvez você, que não tenha um irmão mais novo com 18 anos de diferença de idade, não saiba disso.

1: Bebês tem esse superpoder de esquentar cada cantinho do seu coração, até nos dias mais tristes!

2: O peido deles é tão fedido quanto o de um adulto, às vezes até mais.

“Foi você? Ah, fui eu...”

3: Eles ADORAM se agarrar nos cabelos dos outros e puxar.

4: Eles adoram se jogar das camas, comidas e do sofá. De preferência de cabeça. (Mas meu irmão nunca chegou a cair, eu juro)

Diário fotográfico: 1

Eu tiro muitas fotos, o tempo todo. Nem todas cabem no insta, e algumas são boas demais pra ficarem esquecidas no meu had externo.

3 de janeiro de 2018

Primeiro passeio de barco do meu irmão, Bruno, e aniversário do meu pai. Saímos para comer um almoço na Costa da Lagoa em família. Foi um dia ensolarado com um ventinho pra refrescar.

Sobre o fim do terceirão

Minha vida de ensino médio acabou. Faltam alguns dias para liberarem o resultado do vestibular, pro qual eu estudei muito o ano todo. Lembrar do esforço é definitivamente a única parte ruim. O resto, já me dá saudade.

Todos dizem que vamos sentir falta dos professores, dos colegas, das aulas, dos problemas de aluno e de adolescente. Algumas coisas eu ainda não consigo me imaginar sentindo falta, por exemplo: o professor de química que tinha uma caligrafia maravilhosa mas me irritava por demorar muito pra falar; as broncas; o professor de matemática que saía fazendo cálculos e escrevendo no quadro sem nem olhar na cara dos alunos pra ver se a gente entendeu (e nunca entendíamos); tinha uns que cuspiam ou tinham um bafo muito ruim; os alunos chatos que falam coisas desnecessárias do nada; os professores que suavam muito; as brigas pelo que faríamos na formatura…

Mas outras, já me deixam com saudade, como: o bordão de cada professor: “sua apostila de química 4”, “piá peludo”, “bom senso”, “vocês estão bem?”, “não sei se eu fui claro”, “vamos começar o nosso baile”; o professor de matemática que falava um inglês forçado só para rirmos (e eu me matava de rir); as ameaças do professor de química; as festas de formatura; os macetes hilários “tem tango na Argentina mas tem tango no Brasil, humm pelo menos o tango da Argentina é um tango bom”; os alunos imitando os professores; as conversas entre as aulas; as fofocas; o JICLA; a velhinha que vendia doces na porta do cursinho;os cappuccinos; as músicas de literatura; eu poderia passar o dia todo listando tudo que me fará falta.

Eu agradeço por cada segundo desse ano. E gostaria de poder agradecer cada pessoa que participou dele, mas algumas eu nem sei o nome, outras não tenho como entrar em contato. Enquanto estudava, achava que ele estava sendo horrível, cansativo, penoso e muito tedioso. Agora vejo que tive vários momentos maravilhosos dentro e fora da sala de aula. Valorizei muito mais os de fora, é claro.

Não faria tudo de novo, mas fico feliz que tenha sido do jeito que foi. Foi bom, foi como o planejado e espero que tenha sido o suficiente pra alcançar todas as minhas metas. Feliz 2017 pra vocês!

Uma mulher da noite

Sou uma mulher da noite, mas não a que você conhece. Os vestidos curtos, lindos e desconfortáveis, que imploram por uma semana de alimentação leve; os sapatos lindos que deixam calos do tornozelo até as pontas dos dedos; as bolsas que mal cabem os documentos mas esbanjam brilho, permanecem no armário sempre que possível. As noites de festas, luzes coloridas e músicas taquicardiacas são especiais, quase raras.

Sou uma mulher da noite, mas não a que você julga repleta de tédio: olhadas para o teto, assaltando a geladeira, vendo nada na televisão ou matando tempo na internet. Noites improdutivas são para dormir.

Sou uma mulher da noite de vícios: conversas de perder horas e esquecer o relógio; sentimentos tão belos e complexos que só a luz da lua consegue decifrar e transformar em poemas; madrugadas de estrelas, tão frágeis quanto as nuvens; livros lidos como filmes; filmes vistos como memórias vivídas em outras vidas; histórias tão loucas que se tornam realidade; vinhos bebidos como poções mágicas para risadas e aventuras; fuga para lugares inesperados. A madrugada é o momento de fazer tudo aquilo que ninguém acreditaria mas qualquer um gostaria de ter feito. É o momento em que não há olhos julgando seus sorrisos e pensamentos. As lágrimas da madrugada são as mais verdadeiras e inevitáveis. Após a meia noite é a hora de libertar a curiosidade, a sede por conhecimento, seja do próprio corpo ou do mundo de outros. A noite não apenas esconde segredos, muito mais os revela, porém poucos estão acordados para ler e escrever noites inesquecíveis e intimistas, a ponto de serem lembradas na manhã seguinte como sonhos. E quando você se pergunta “aquilo aconteceu?” incrédulo e em êxtase é que sabe o que é viver como um amante de luas.

E se nada disso te trouxer lembranças que fujam do clichê das matinês, então você nunca conheceu uma mulher da noite.

Em um futuro perfeito…

 “Eu não pertenço a esse lugar.” disse uma menina de 7 anos em meio a um dia de sol à minha mãe. Ela cresceu, decidiu viajar o mundo e mostrar a todos a beleza nele existente. Sofreu com a tristeza que viu e sorriu durante inúmeras tardes ensolaradas. Fotografou momentos lindos, outros, guardou para si. Absorveu todas as informações que pode das pessoas mais sábias ao seu redor. Deixou de viver pequenas aventuras para atingir objetivos gigantescos. Sonhou muito mais durante o dia do que enquanto dormia. Apaixonou-se por detalhes, pessoas e por ela mesma. Nunca pertenceu a lugar nenhum, mas sim ao mundo. 

Pelos meus 3 anos de blog e 18 anos de vida. Espero poder ser a Isabela de 50 anos que imagino escrevendo esse texto. Por enquanto, sou apenas a de 7, que sonha em conhecer o mundo e quem sabe encontrar um lugar ao qual poderá pertencer.

Agradeço a todos vocês que leem meus textos ocasionais, um beijão.

O começo do fim

O último ano chega para todos, não há como evitar. Mas, pra mim, chegou em dobro. Ultimamente venho estudando de manhã (terceirão) e de  noite (cursinho pré-vestibular). Por que decidi isso? Não sei, mas adoro quase todas as minhas aulas em ambos os períodos. Eu to aguentando bem, e pensando no meu futuro, não tenho do que reclamar.

Apenas gostaria de refletir sobre o que mudou. Eu tenho menos tempo para mim mesma, e isso me faz acordar mais cedo em muitas manhãs. Meus fins de semana são sagrados, nunca valorizei tanto poder ficar sem fazer nada o dia todo, e ao mesmo tempo nunca tive tantas ideias de coisas diferentes para fazer. Eu assisto em média um filme e um episódio de alguma série por semana. E isso é o máximo de tempo que eu aguento na frente de uma tela, sem ser o celular.

Eu deveria estar estudando agora, mas os pensamentos não saem da minha cabeça. Gosto de pensar que esse seria o meu último ano antes da correria de ser uma mulher adulta. Claro que essa não é uma adaptação imediata, e para algumas pessoas nunca ocorre, mas toda vez que fico cansada penso nas milhares de pessoas que trabalham o dia todo, chegam em casa a noite e se sentem felizes em jantar com a família. A falta de tempo a cada dia me ensina a valorizar. E me faz pensar que não quero passar o dia todo fazendo algo que não gosto. Quero que esse prazer de chegar em casa seja igual ao chegar ao local de trabalho.

Sou muito criança ainda para diversas coisas. Mas eu sei que não vou ser criança pra sempre e não quero que o mundo decida o meu destino. Eu vou fazer o que E-U decidir ser melhor pra mim, com uma participação especial dos meus pais, porque eles também só querem o meu bem. Escrevo aqui para deixar registrado que não quero me tornar uma refém da necessidade de sobrevivência, e se dependesse de mim, ninguém se tornaria. 

 

We’re cool for the summer

2016 começando e eu cansei de ler textos profundos e reflexivos sobre o assunto. Já dizia Confúcio: “Uma imagem vale mais que mil palavras.”; aqui vão 18 imagens que dizem o que eu quero pra esse ano: dias de sol, risadas e muitas fotos bonitas.

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Modelo: Malu Longo

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